
Estamos em uma missão de revolucionar o tratamento da dermatite atópica (DA) e de outras doenças crônicas de pele. Para os pacientes, a DA é uma condição extremamente incômoda causadora de coceira intensa, vermelhidão e irritação na pele1. Mas, frequentemente, sua origem está além do que aparece na superfície: decorre de um processo imunológico que começa internamente conhecido como inflamação.1,2
A pesquisa científica mudou de forma significativa à medida que passamos a reconhecer a DA como uma doença inflamatória crônica. E isso nos levou a questionar: por que ainda estávamos tratando a superfície, quando a origem do problema está por baixo da pele?
Resposta: não estamos mais!
Uma nova forma de compreender a dermatite atópica
A inflamação é um dos mecanismos fundamentais do nosso organismo, pelos quais o sistema imunológico nos protege contra danos. Trata-se de uma resposta protetora para traumas, lesões diversas ou contra à presença de agentes estranhos, auxiliando o corpo a se autorreparar e a eliminar o agente invasor. Quando a lesão ou infecção é resolvida, nosso sistema imunológico se estabiliza e retoma a atividade normal para regular e nos manter saudáveis.3,4
Porém em algumas pessoas, o sistema imunológico pode identificar de maneira equivocada componentes biológicos normais como se fossem invasores. Na dermatite atópica (DA), por exemplo, esse processo pode ser agravado por estímulos ambientais. Quando um fator externo ativa o sistema e as células desse sistema desencadeiam uma resposta exagerada, esse processo pode não ser cessado espontaneamente, tornando-se contínuo. Uma inflamação que deveria ser de curto prazo, e que perdura, acaba progredindo para um processo contínuo, evoluindo para uma doença inflamatória crônica, que é como se caracteriza a dermatite atópica.3,4
Até recentemente, a maioria dos tratamentos para doenças como a DA tem como alvo os sintomas – como aliviar a coceira, a dor e a vermelhidão na própria pele2. Isso ocorre em parte porque existem vários fatores que contribuem para a DA: genética, fatores ambientais e outros5. Uma outra razão para isso é que o sistema imunológico é muito complexo e foi projetado para atuar na defesa do organismo de forma repetitiva ou redundante: há muitas células diferentes e vias sobrepostas que desempenham funções semelhantes para garantir que o sistema continue funcionando, mesmo que algumas partes sejam perdidas ou apresentem mau funcionamento. Isso significa que existem diversas vias imunológicas diferentes, que podem atuar no processo inflamatório.4
Na DA, especificamente, diferentes gatilhos ambientais podem ativar essas vias em cada pessoa. É difícil identificar todas as causas e, mesmo que pudéssemos, o sistema imunológico é complexo demais para que simplesmente pudéssemos “desativá-los totalmente”.
Estamos em uma missão de revolucionar o tratamento da dermatite atópica (DA) e de outras doenças crônicas de pele.
Como estamos promovendo a ciência para melhorar vidas
Mas, e se conseguíssemos interferir nessa resposta logo no início, antes que toda a cadeia inflamatória se amplificasse? Em vez de tratar os sintomas ao final, ou os mecanismos que atuam mais adiante nesse processo, estaríamos focando nas fases iniciais para reduzir a resposta como um todo.
Quanto mais cedo conseguirmos atuar, maior é a chance de mudarmos o curso da doença. E, quanto mais cedo bloquearmos os mecanismos acionados de forma exagerada pelo sistema imunológico, melhor conseguiremos evitar que diferentes partes dessa cadeia sejam ativadas. Isso reduziria os caminhos pelos quais a inflamação avança causando coceira intensa, vermelhidão, irritabilidade e outros sintomas que acometem pele.
Nossa pesquisa científica explora diversos mecanismos que o sistema imunológico utiliza para ativar as diferentes etapas da cadeia inflamatória e, com base nisso, desenvolvemos formas de bloqueá-los reduzindo o impacto nos seus pontos-chave.
Ao combinar diferentes alvos e intervenções precoces no processo inflamatório, estamos atuando para reduzir o impacto nos portadores de dermatite atópica. Nosso objetivo é ajudar os pacientes a superar as limitações de sua condição e avançar rumo a um futuro em que possam retomar suas vidas – e seus sonhos.
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Referências
- National Institutes of Health (NIH). Health Topics: Atopic Dermatitis. Available at: https://www.niams.nih.gov/health-topics/atopic-dermatitis. Last accessed September 2025.
- Zuberbier T et al. Patient perspectives on the management of atopic dermatitis. J Allergy Clin Immunol. 2006 Jul;118(1):226-32.
- InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); 2006-. In brief: What is an inflammation? [Updated 2025 Apr 11]. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279298/
- Chen L, Deng H, Cui H, Fang J, Zuo Z, Deng J, Li Y, Wang X, Zhao L. Inflammatory responses and inflammation-associated diseases in organs. Oncotarget. 2017 Dec 14;9(6):7204-7218. doi: 10.18632/oncotarget.23208.
- Eichenfield, Lawrence F., et al. Guidelines of care for the management of atopic dermatitis: section 1. Diagnosis and assessment of atopic dermatitis. J Am Acad Dermatol 70.2 (2014): 338-351.
MAT-BR-2505611 | Dezembro 2025
